Entre a luz (border) e a beleza (line) de viver
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Entre a luz (border) e a beleza (line) de viver
Sempre achei engraçado como enxergo perfeitamente na escuridão. Como se meus olhos fossem adaptados ao negro ambiente que me cerca. Mesmo com a luz do sol, em um calor intenso de 32 graus celsius, sinto o vento gelado refrescar meu rosto, enquanto seca as lágrimas que descem sem controle nenhum.
Desde criança tenho apreço pela noite. Pelo escuro. Pelo lado duvidoso. Como uma linda bailarina recebendo a sapatilha mais bela e cara que poderia ganhar, o terror não me apavora, e me entrego em alma a sua luz, ou a falta dela.
Há beleza em tudo, e como uma grande observadora, na qual exala internamente seu arco-íris, percebo cada detalhe onde vou, mesmo que não façam o mesmo, que não me vejam, que emanem o praguejo sobre quem sou. Há luz em mim, há amor, desejos lindos, coração de menina querendo o colo da mãe, um abraço caloroso sem nenhum motivo do pai, onde eu daria a vida pelo irmão.
Para enxergar a beleza única do eclipse, é necessário uma proteção específica, óculos especiais, para que ele não te cegue. Me identifico muito, nem todos conseguem me apreciar, mas se um dia alguém for capaz, verá a pureza que carrego e a imensa vontade de ser feliz. Borderline. Borda. Linha.
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