Um retrato seu que vi

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Um retrato seu que vi

Fui a ser poeira velha
De uma foto branca e preta
Pendurada na parede
Em um quadro recém colocado

Contornei com a caneta
Sua delicada silhueta
Me afogando em memórias
Dos seus sorrisos para mim

A solidão contornou meu corpo
Salgando o rosto que um dia beijara
Relembrando que um dia
Vim a te chamar de "minha amada"

Vim a ser poeira velha
Nessa vida despótica de amor
Como dói olhar sem ter
A dama de vermelho
Que um dia chamei de meu amor.

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