Nunca sabemos o dia de amanhã

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Nunca sabemos o dia de amanhã

Não vou dizer que tive o pior dia, Zé, porque nunca sabemos o dia de amanhã, mas quero contar que essa semana foi horrível, me vi perdido, quase morri. Quantas chances temos de morrer? Ou de viver? Me vi pensando nisso hoje cedo, e percebi que só essa semana, chances de morrer tive 4, e de viver nenhuma. Não pude ir ao shopping comprar a blusa que queria, e nem comi aquele lanche novo. Não fui fazer caminhada, e nem montei aquele quebra cabeça de 1000 peças que ganhei da minha tia no natal. Percebe? É tudo tão curto, estamos correndo na esteira do tempo, quando de repente a gente para, até cai, e se recoloca para levantar, pedindo a sorte de não ser levado sem o último adeus às pessoas que amamos. Não vou dizer que tive o pior dia, Zé, porque nunca sabemos o dia de amanhã, mas quero contar que meu coração parou por milésimos de segundos ontem, e naquele segundo em que novamente pulsou, percebi o quanto te amo, e que perdi tempo demais guardando isso, esquecendo de dizer. Não vou dizer que tive o pior dia, Zé, porque nunca sabemos o dia de amanhã.

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