Um versinho qualquer

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Um versinho qualquer

Deitada, observava,
Sua silhueta marcada,
As linhas de um corpo tão belo.
Te admirei como uma linda estátua,
Parada, tão clara, se olhando no espelho.
Cabelos lisos, que te tornam flor,
Pois em cada momento da vida
Teve sua nova querida cor.
Veste o moletom e põe uma meia,
Até para dormir, toda largada,
Parece princesa, luz de vida iluminada,
Alma de pipa avoada.

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