A vida que "pré-destinou"
Bilhete
A vida que "pré-destinou"
Eu o conheci no curso, e quer saber, parece que a vida tinha nos predestinado. Começamos a nos aproximar depois de uma festa que fomos juntos, Zé, e então tudo mudou. Ele era o cara que eu sonhava, que eu pedia nas orações. Na primeira vez que saímos, fomos no centro da cidade, e ele me apresentou diversos lugares incríveis, entre eles, quero te contar da praça. Cheia de árvores, pedras, bancos de madeira e pessoas sorrindo. Nos sentamos e decidimos observar as pessoas passarem. Um casal de velhinhos fazia caminhada por lá, e passaram por nós três vezes. Na primeira, estavam de mãos dadas, sorrindo. Na segunda vez, a senhora passou andando mais a frente que o senhor, que estava chutando uma pedra logo atrás. Na terceira vez que passaram, vimos só a senhora, e minutos depois, o senhor, cansado, com o semblante fechado. Rimos da situação, e entre questionamentos e risos, ele me olhou bem e pediu para não sermos assim, mas para andarmos juntos todos os dias, até o fim da vida. Ele me olhou bem, e eu? Ah, eu o amei. Zé, também não entendo. Logo eu, apaixonada, amante do homem de barba e piercing no septo. Sempre fui tão solta, amiga da liberdade, dona de mim, sem sentimentos presos a uma só pessoa. Hoje, olho meu dedo e tenho uma aliança, com o nome dele, que nos liga, nos torna um. Eu o conheci no curso, e quer saber, parece que a vida tinha nos predestinado.
Comentários
Postar um comentário