A mão
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A mão
Quando eu cai, ninguém me levantou. Os dias foram escuros, ou talvez fossem meus olhos fechados a maior parte do tempo, dormir se tornou meu hobbie preferido, ou um lugar seguro para fugir da realidade. Muita gente não estava bem, confesso que todos enfrentávamos frustrações, sei disso porque estive lá, e estendi a mão a muitos do chão, só que quando eu cai, ninguém me levantou. Ouvi dezenas de palavras, de afeto pela fala, as pessoas gostam de dizer coisas que confortem as vezes, mas que pena que não tiveram atitudes, e enquanto eu esperava alguém pelo menos acender a luz, soavam vozes do escuro mesmo, como um poço de solidão, que quando se fala ecoa, quando se atira pedra demoram segundos para ouví-la chegar ao chão. Rastejei com toda força, mas não vi brechas de luz para que pudesse me guiar, parecia um infinito doentio, sabe? Como aquele filme do poço, que não existem saídas, só você e os restos para sobreviver. Ouvia no máximo umas quatro músicas, sempre gostei de trilhas sonoras, elas só pararam de ser tão apreciadas quando apenas as batidas de LoFi cabiam, não me achei em nenhuma letra, as vezes acho que me perdi lá atrás, talvez entre 2014 e 2016, e me lembro que alguns viram, alguns perceberam, mas ninguém me levantou. Falo tudo no passado, porque é lá que estou, vivendo todos os dias. Aqui não existe corda, não existe escada, não existe mão. Só eu escrevendo, e claro, a solidão.
É impressionante saber que o tempo é relativo,
ResponderExcluirE que lá fora existem outros universos, e outros “agoras”,
Presos dentro da matéria, com todas as dores e os fardos
Não conseguimos comtemplar a luz no fim do túnel,
Porém,
Num futuro distante, fora desse receptáculo,
A alma ganha asas, e voa, e cria, e respira,
E enfim livre, descobrirás,
Que a vida,
É apenas um Eco, que ressoa nas paredes de uma caverna,
É breve,
Como uma a última folha que caí da macieira,
Ao final da primavera, onde o Outono já se mostra sagaz,
Mas a alma,
ela
a Nishmá,
É infinita,
É infindável,
É eterna,
E no encontro com o amor,
O verdadeiro,
O Àhab
Saberás que tudo não passou de um sonho,
E no encontro com o teu “Eu”
Em um monte de ar rarefeito,
Saberás quem és,
E partirás rumo aos confins do Universo,
Evoluindo e conhecendo-te
Até que possas ser como ELE,
De onde tudo provém,
Onde tudo é belo,
Onde És,
Tú mesmo
Em toda a tua perfeição!!!